Na última terça, 24 de Abril, Eddie esteve presente no painel da Warner Bros. na CinemaCon 2018, para falar sobre “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” junto aos seus co-stars no filme. Confira fotos do tapete vermelho, painel e candids do ator no evento.

   

x APARIÇÕES E EVENTOS > 2018 > WARNER BROS. PICTURES PRESENTATION AT CINEMACON 2018 (24/04)

   

x APARIÇÕES E EVENTOS > 2018 > WARNER BROS. PICTURES PRESENTATION AT CINEMACON 2018 – INSIDE (24/04)

   

x CANDIDS > 2018 > NA CINEMACON (24/04)

Big thanks to Marília <3

No dia 13 de fevereiro Eddie concedeu uma entrevista ao programa de TV ‘Good Morning America’ durante sua passagem por Nova York, para divulgar seu mais novo filme ‘Early Man’.  Na entrevista, o ator falou sobre seu personagem “Doug”no filme e sobre morar com seu amigo e estrela de 50 Tons de Cinza, Jamie Dornan. Confira fotos e vídeo a seguir.

    
x ENTREVISTAS E APARIÇÕES EM RÁDIO E TV > 2018 > ‘GOOD MORNING AMERICA’ (13/02)

Durante a campanha de divulgação do filme “Early Man”, Eddie foi fotografado para o site Buzz Feed. Confira 4 imagens em HQ na galeria:

   
Link da galeria:

x PHOTOSHOOTS > 2018 > LAURA GALLANT (BUZZFEED NEWS)

Recentemente o site Pottermore divulgou novas imagens promocionais de “Animais Fantásticos: O Crimes de Grindelwald” trazendo novamente Eddie Redmayne como Newt Scamander. Confira-as na galeria:

005~1.jpg 001~1.jpg 002~1.jpg 003~1.jpg

FILMES > FANTASTIC BEASTS: THE CRIMES OF GRINDELWALD | 2018 > STILLS

FILMES > FANTASTIC BEASTS: THE CRIMES OF GRINDELWALD | 2018 > BASTIDORES

O personagem de Eddie tem uma varinha que o próprio ator quis guardar consigo, até que um dia resolveu colocá-la dentro da sua pasta e passar pela alfândega.

“Eu a trouxe comigo, porque achei que seria mais tranquilizante ter a varinha de Newt,” ele disse durante um evento em New York. “No entanto, quando estávamos passando pela alfândega, eu percebi que a varinha pareceria um objeto cortante, muito assustador, então tentei explicar à autoridade, ‘Você viu a… Não?’ Foi um pouco desastroso.”

(Fonte)

Todo bruxo precisa de uma varinha em que possa confiar e Eddie, com certeza, não escolheu a sua rapidamente.

Durante uma aparição recente, no The Jess Cagle Interview, ele falou sobre o divertido, porém estressante, processo de selecionar uma varinha apropriada para o seu personagem, o magizoologista Newt Scamander.

“Durante o teste de elenco, ele me mandaram escolher a varinha,”  Redmayne se lembra. “Eu pensei, ‘Mas essa é uma grande decisão! Não é a varinha que escolhe você?’ Eu estava com uma provisória até aquele momento, no entanto, eu presenciei todos os outros atores chegarem e serem oferecidos a mesma coisa, assistir à todos esses adultos passarem por aquele momento de,  ‘O que? Eu posso escolher a varinha?’ Você percebe a criança que existe dentro de todo mundo.”

Eventualmente, Redmayne participou da criação da varinha de Newt. “Eu me encontrei com todos esses caras incríveis que fazem o design das varinhas e conversei com eles sobre a minha concepção do personagem, as características que achava que a varinha deveria ter,” ele disse. “Eu achei que Newt deveria ter uma feita de madeira. Ele é um cara bem humilde, então talvez um pouco de cascalhos de madrepérola… Não é uma varinha muito chamativa.”

Apesar de Redmayne ter expressado  um pouco de inveja pelas criações mais ornamentadas dos seus companheiros de elenco — “varinhas deslumbrantes” —  ele ainda é bem apegado a sua própria varinha.

“Na verdade, eu sempre levo a minha varinha comigo,” ele admitiu. “Até viajo com ela.”

(Fonte)

Nessa entrevista, o ganhador do Oscar – estrela de A Teoria de TudoA Garota Dinamarquesa e da nova fantasia de J.K. Rowling, Animais Fantásticos e Onde Habitam – conversa com a jornalista Tracy Smith sobre a sua carreira, o planejamentos dos seus personagens, a temporada de prêmios, a paternidade e a troca de fraldas.

TRACY SMITH: Então, vamos conversar sobre Animais Fantásticos. 

EDDIE REDMAYNE: Vamos!

TRACY SMITH: Você tem a sensação de que as pessoas estão ansiosas para assistir à esse filme?

EDDIE REDMAYNE: O momento em que tive essa sensação foi quando fui à Comic-Con. Eu nunca tinha ido à um evento assim antes, apesar de já ter ouvido falar bastante. Fomos lá para mostrar o novo trailer do filme e, logo que cheguei, vi aquele grande auditório com milhares de pessoas, até mesmo vestidas de Newt Scamander – personagem que interpreto – o que achei divertido, estranho e emocionante (risos) ao mesmo tempo. Então foi um momento incrível. Eu acho que o mundo da J.K. Rowling pertence a todos, de alguma forma. Pessoas cresceram juntamente com esse universo e isso faz com que seja maravilhoso ver todos envolvidos nele.

TRACY SMITH: Deve ser um pouco intimidador…

EDDIE REDMAYNE: Infinitamente intimidador (risos), sim! É intimidador, porque eu amo os filmes de Harry Potter. Eu os considero uma ótima válvula de escape, a cada um ou dois anos. Foi mágico mergulhar nisso. Se você ama alguma coisa e depois se torna parte dela, você não quer ser a pessoa que estraga tudo! Enfim, eu acho que tudo que eu faço é intimidador, seja interpretando Stephen Hawking – eu sabia que Stephen assistiria ao filme e Jane, a sua primeira esposa também, era a história deles. Então, foi bem intimidador, inclusive existe, ainda, as expectativas das outras pessoas. No entanto, eu acho isso bom – faz com que você se esforce mais.

TRACY SMITH: Você tem aqueles momento de dúvida, em que pensa: “Não consigo fazer isso”?

EDDIE REDMAYNE: Frequentemente, sim.

TRACY SMITH: O medo te motiva?

EDDIE REDMAYNE: Definitivamente faz parte da motivação. É um estímulo, injeta adrenalina, coragem e todas as outras coisas que te fazem engajar ainda mais, te torna mais sensitivo e compreensível. Certamente faz com que você se esforce mais. O medo de estragar tudo é o que faz com que você se esforce mais! Eu sempre admirei atores que são muito confidentes e acreditam plenamente em si, porque eu não consigo ser assim. Você nunca sabe o que é certo, o que você sente internamente. A externalização de algo em oposição ao que você sente é sempre tão diferente que se torna quase impossível saber o que é certo. No entanto, eu acredito que a dúvida ou o medo fazem com que você tenha tantas ideias. Isso funciona nos filmes, porque você está entregando todo esse medo ao diretor, que tem de encontrar a melhor opção!

TRACY SMITH: Faz sentido. Então, em Animais, essas feras são feitas por meio de computador. Como você conseguiu lidar com isso?

EDDIE REDMAYNE: O que eu achei interessante foi que quando eu entrei nesse filme eu pensei que a equipe determinaria como as coisas deveriam ser feitas. No entanto, o diretor David Yates e o produtor David Heyman, – apesar da extensão desse filme e de terem trabalhado em outros filmes do Harry Potter – conseguiram transmitir uma intimidade no processo de criação que fazia com que tudo fosse realmente um trabalho em equipe. J.K. Rowling escreveu esse roteiro e, mesmo assim, permitiu que tivéssemos ideias. Então, em relação às feras, eu me lembro que David Yater disse, “Por que você não passa algumas semanas ou meses pensando no que seria melhor para você?” Eu acabei trabalhando com vários tipos de marionetes. Algumas das pessoas da produção, que já haviam trabalhado no filme Cavalo de Guerra, criaram marionetes gigantes. Algumas vezes, haviam atores vestidos de verde para que eu pudesse interagir e outras eram apenas a minha imaginação. Tem esse carinha, chamado Pickett, que é um tronquilho. E eu o adoro. Ele é uma pequena figura de inseto, a produção fez um pequeno fantoche para que eu pudesse ensaiar. Então, eu ensaiei algumas vezes e, no final, meio que imaginei ele na palma da minha mão. De repente, eu estava no metrô conversando suavemente com essas figuras imaginárias.

TRACY SMITH: Você fez isso no metrô?

EDDIE REDMAYNE: Sim. Mas tem algo de maravilhoso sobre esse filme, se jogar nesse universo da imaginação que você teve quando criança, como conversar com os seus bichinhos de pelúcia, seus amigos imaginários ou o seu cachorro. Isso fez com que tudo fosse mais divertido.

TRACY SMITH: Falando em criança, conte-me sobre a sua infância. Seus pais não são desse meio artístico.

EDDIE REDMAYNE: Eles não são desse meio. Minha mãe trabalhava em recolocação, meu pai trabalhava na cidade. E eles tiveram esse filho que era interessado em teatro, música e arte – coisas que não lhes eram familiar. No entanto, eles apoiaram muitos dos meus interesses, desde pequeno. Quando eu tinha 12 ou 13 anos, eu era apaixonado por teatro e ele me levaram à muitas peças. Realmente me encorajaram, o que, na época, eu não dei muito valor. Agora que eu penso nisso, foi bem encorajador. Meus pais, meus irmãos e minha irmã são o meu alicerce, assim como a minha esposa e o meu bebê.

TRACY SMITH: E nenhum deles fazem parte desse meio.

EDDIE REDMAYNE: Não mesmo, mas eles acham isso fascinante (risos)! Eles meio que seguiram o fluxo e me apoiaram muito. Eu mostrei, aos meus pais, do que eu era capaz. Uma das minhas primeiras peças foi The Goat, escrito por Edward Albee. Houve um momento em que meu personagem, o filho de Jonathan Pryce, estava tão perdido que acabou beijando o eu pai. Meus irmãos levaram o meu pai para assistir, querendo ver a sua reação nessa cena. Similar à isso, eu fiz um filme chamado Desejos Selvagens, com Juliane Moore, uma história verídica sobre a família Baekeland e o seu filho que pode ter tido um caso com a sua mãe. Então, os meus irmãos também levaram a minha mãe para assistir, querendo ver a sua reação! Eles se divertiram em colocar os meus pais nesses circunstâncias constrangedoras.

TRACY SMITH: Mas seus pais te apoiaram durante todo o caminho.

EDDIE REDMAYNE: Sim, eles realmente apoiaram. Houveram dúvidas casuais, porque é um meio tão precário e todas as estatísticas de aproveitamento são reais. Muitas pessoas são apaixonadas por atuar e é um mundo bem competitivo, então, no começo da minha carreira, quando estava tendo dificuldades, “Você já pensou em trabalhar como produtor?” era a pergunta mais frequente que o meu pai fazia. O que ele não sabia é que o mundo da produção é incrivelmente difícil e poucas pessoas conseguem fazer dinheiro com isso! Eu também me lembro que a minha mãe, logo no começo, toda vez que eu lia alguma crítica e ficava triste com isso, ela dizia “Querido, você já pensou em se tornar um advogado? Advogados são basicamente atores. É a mesma coisa.” E ela repetia isso, às vezes. Eu sempre perguntava, “Mãe, você já me viu, alguma vez, ganhar uma discussão?” E ela, “Não.” (risos) Um requisito para ser advogado é, de alguma forma, ser capaz de vencer discussões!

TRACY SMITH: No entanto, se você pensar por um lado, você ganhou essa da sua mãe!

EDDIE REDMAYNE: Talvez! (risos)

TRACY SMITH: Então, é interessante ouvir você dizer que você teve problemas no início. Você teve uma educação confortável, frequentou boas escolas e o sucesso começou bastante cedo. Eu acho que algumas pessoas podem olhar por esse lado e pensar que foi bem fácil.

EDDIE REDMAYNE: Eles estariam certos nesse sentido, em comparação a vários outros atores eu tive muita sorte e foi fácil. Mas ainda existiram as dificuldades, eu trabalhei em um bar, algumas vezes, enquanto fazia um teste e outro, não tendo sucesso nos teste de câmera, porque tinha apenas atuado no teatro e ainda não tinha noção de filmes. Eu acho que foi depois de três ou quatro anos que eu consegui algo.

TRACY SMITH: Então, você fez um teste atrás do outro e o que aconteceu?

EDDIE REDMAYNE: Você recebe comentários dos seus agentes – eles estavam tentando suavizar o golpe. Mas se tornou muito evidente – eu nunca vou me esquecer, eu acho que o meu primeiro filme foi com Toni Collete, uma atriz extraordinária. Estávamos gravando esse filme juntos e a primeira cena era ao estilo de Silêncio dos Inocentes. Ela era a minha psicóloga e eu o garoto psicopata. O diretor disse, “Você não pode assistir a gravação.” Isso significava que você não poderia assistir a sua cena logo após a filmagem, o que diretores geralmente dizem, porque pode incutir muita vaidade ou os atores podem se sentir inseguros. Eu estava nessa cena com Toni Collete, depois de uma hora de filmagens ela me pergunta, “Ed, será que deveríamos assistir a gravação?” E eu disse, “Não, não, não. Não é permitido.” Ela insistiu, “Vamos assistir a gravação. Vamos lá! Você deveria assistir.” Eu continuei a negar e ela insistiu um pouco mais, até que acabei cedendo. E que bom! Porque eu estava acostumado a interpretar em frente a plateia, como o The Globe e coisas do tipo. Então, eu estava completamente exagerando! Foi trágico e, a partir dali, a minha experiência em filmes começou. Eu nunca fui o tipo de pessoa com o dom ou o talento inato de ser capaz de fazer coisas. Eu tive que trabalhar e aprender com os meus erros.

TRACY SMITH: Porque, para nós, parece que não é esforço nenhum.

EDDIE REDMAYNE: Se você voltar e assistir a alguns filmes do começo da minha carreira, tenho certeza de que verá que não é o caso. Eu realmente tive que me esforçar. E continua sendo assim, se não fosse você perceberia, seria muito ruim.

TRACY SMITH: Você acha que até agora é assim?

EDDIE REDMAYNE: Extremamente. Eu me lembro de quando eu estava na universidade, eu escrevia alguns artigos e eles ficavam bons, apenas bons. No final no primeiro ano, eu fiz um grande artigo sobre Brâncuși, um escultor. Apenas um pequeno aspecto do seu trabalho. E, por um momento, você se torna todo o conhecedor dessa pequena coisa. Isso força você a se orgulhar e é ótimo! Então, eu comecei a fazer outros tipos de artigos depois desse, não queria voltar a fazer aquelas tipos chatos e genéricos. Eu também me sinto assim em relação a atuação – se dedicar por meses e meses. Então, você que continuar esse processo, a mesma ética de trabalho.

TRACY SMITH: Então, você vai fundo nos seus trabalhos.

EDDIE REDMAYNE: Eu não sei se “ir fundo” é a expressão correta. Todo mundo tem um processo. E eu acho que depois de dez, doze anos, eu desenvolvi o que seria melhor para mim.

TRACY SMITH: E isso seria?

EDDIE REDMAYNE: É ter tempo, o que, na verdade, você não pode ter. Primeiramente, você não está em uma posição favorável em que pode dizer, “Eu preciso de quatro meses para preparar isso.” A maioria dos filmes não te permitem isso. Além disso, caso você seja o principal, eles acham que isso é insignificante. Ou então, se você precisa pular de um trabalho para outro, você não tem essa facilidade. Mas, certamente, em A Teoria de Tudo, não havia dúvidas de que precisava fazer uma pesquisa anteriormente. Eu perguntei ao nosso diretor, James Marsh, e ele me permitiu. Desde então, eu tenho tentado fazer isso com todos os filmes que eu faço, para ter um certo tempo para me familiarizar com o personagem. Mas, também, porque eu não posso ir despreparado. Eu conheço amigos e atores que são facilmente espontâneos, sem serem despreparados, enquanto que, para mim, tenho que me preparar bastante para esquecer e relaxar em frente das câmeras.

TRACY SMITH: Você precisa desse tempo de pesquisa, para fazer funcionar.

EDDIE REDMAYNE: Eu preciso ter todo o tempo possível para, então, conseguir encaixar em algum lugar – mesmo que de forma inconsciente – na minha mente. Dessa forma, quando eu estiver contracenando com Felicity Jones, Alicia Vikander ou Katherine Waterston em Animais Fantásticos, eu posso ser livre. Ou com as crituras imaginárias no filme, eu não quero ter apenas que imaginar, sabe? Você pode ver nos meus olhos, quando eu pergunto: “Espera, cadê o Tronquilho? E Pelúcio?”, tenho que fazer você acreditar completamente de que esses relacionamentos existem. Mesmo que soe ridículo, com essas criaturas imaginárias, você tem que dar o máximo, ou então, vai parecer muito bobo.

TRACY SMITH: Voltando ao passado, quando você estava fazendo testes de elenco e não obtendo êxito. Conte um pouco dessas dificuldades.

EDDIE REDMAYNE: Eu fiz um teste para Desejos Selvagens esse filme com Julianne Moore, dirigido por Tom Kalin. Era um pequeno roteiro perverso que eu apenas amei e fiz o teste. E consegui o papel. Eles passaram dez anos tentando fazer esse filme dar certo e o financiamento acabou fracassando. No ano seguinte eu estava trabalhando no bar, lembro-me que o gerente também era um ator. Ele me disse, “Ei, eu tenho um teste para o filme Desejos Selvagens.” E eu disse, “Espera aí um segundo, eu achei que tinha conseguido o papel no ano passado, mas parece que não deu certo.” Ligamos para o meu agente e ele disse, “Não, você não é rentável o suficiente.” Eu era muito teimoso. E se eu fico abalado com algo, logo reajo (risos). Eu me importava demais, para deixar isso passar. Então, eu, basicamente, me empurrei de volta para a sala de Tom e voei para New York, onde a seleção estava acontecendo, no final, acabei fazendo o teste com Julianne e consegui o papel, novamente. Eu nunca vou me esquecer disso, porque eu estava fazendo Elizabeth: A Era de Ouro, com Cate Blanchett. E achei que tinha conseguido o papel, até receber outra ligação dizendo que os financiadores na França não haviam aceitado. E começou essa batalha, na qual você está ciente ao fato de que você é uma mercadoria. Ou você não é uma mercadoria rentável ou tem alguém que não concorda em ter você. Vai além das pessoas criativas, é sobre o dinheiro. E eu tive isso continuadamente na minha carreira. Acabou que a Julianne Moore que lutou para que eu conseguisse o papel. Uma das coisas mais incríveis em ter ganho o Oscar por A Teoria de Tudo foi que Julianne Moore ganhou pelo seu filme, Para Sempre Alice. Nós dois estávamos nos bastidores chocados, ela me disse, “Agora, talvez alguém assista Desejos Selvagens.” (risos) Você tem que ser persistente. Mesmo alguém como eu, que tive muita sorte, as coisas que eu almejo, tenho que sempre persuadir e persistir.

TRACY SMITH: Ainda?

 EDDIE REDMAYNE: Absolutamente.

TRACY SMITH: Você teve aqueles dias em que dormiu no sofá dos outros?

EDDIE REDMAYNE: Sim. Meus pais moram em Londres. Então, uma das coisas boas, quando eu estava começando como ator, era ter um lugar para morar de graça em Londres, o que muitos atores não têm. O custo de morar em Londres é tão insano que eu fiquei muito agradecido por ter essa oportunidade. No entanto, quando fui para os Estados Unidos – você pode encontrar muitos atores britânicos em Los Angeles em torno de janeiro, fevereiro. É chamada de “temporada piloto”, além disso, em Londres está chovendo muito nessa época do ano (risos)! Todos usam essa desculpa para sair de lá. “Vou tentar conseguir um trabalho em Los Angeles” (risos). Aí sim, eu ficava no chão da casa de alguns amigos ou então com o meu agente, alugava lugares com os meus companheiros que estavam fazendo o mesmo que eu. Eu olho para trás, esse foi um período muito romântico.  Mas eu acho que a realidade era menos romântica! Engarrafamentos sem fim, fazendo sotaques americanos estranhos pela estrada. Uma ou três horas de atraso para os testes de elenco. Atores de trinta e poucos anos, versões mais bonitas e com melhores sotaques do que você. Sim, foi muito divertido. Mas, novamente, maravilhoso! No mesmo dia, você fazia quatro sotaques diferentes e não tinha ideia do que estava sendo feito. No entanto, eu sempre digo a atores jovens, use essa experiência para tentar fazer coisas que vão além da sua zona de conforto ou além do que realmente está acostumado a interpretar, aqueles papeis completamente absurdos que você não tem nenhuma chance são os mais divertidos, você pode acabar tentando outros e aprendendo com isso.

TRACY SMITH: Faz sentido. Seus primeiros filmes foram com grandes estrelas: Julianne Moore, Angelina Jolie… Você ficou intimidado?

EDDIE REDMAYNE: Honestamente, sim. Particularmente em O Bom Pastor, que foi a oportunidade e experiência mais incrível que tive. Foi um filme dirigido por Robert De Niro, sobre a criação da CIA. Todos os atores com quem sempre sonhei em trabalhar estavam nesse filme. Eu era o filho de Angelina Jolie e Matt Damon. Não conseguia acreditar que tinha conseguido o papel. Eu apenas tinha feito um filme, anteriormente. Eu lembro de voar, na classe executiva, para New York, ficar hospedado nesse hotel incrível. Ir até o set de gravações, no Brooklyn, nesse carro todo preto. Muitos paparazzi, um set de gravações expressivo. Dava para perceber que dinheiro estava sendo gasto em todos os lugares. Angelina Jolie e Matt Damon não poderiam ter sido mais gentis, mas eu fiquei completamente intimidado. De repente, essa câmera estava perto do meu rosto e Robert De Niro – que, novamente, era extremamente generoso – gritou, “AÇÃO!”. O medo passou perto. Foi uma prova de fogo, de certa forma. Aprendi tanto com isso, conheci pessoas maravilhosas e aprendi muito com elas, não apenas sobre atuação. Naquele momento, eu era como uma esponja, porque tinha feito poucos filmes. Estava tentando captar, por osmose, o máximo que eu conseguia com aqueles atores brilhantes. Mas, também, como me comportar – coisas bobas, no set de gravação os dias são tão longos, eles são truncados, a cronologia das cenas que você filma é fora de ordem. Você passa por momentos de alta e baixa adrenalina. Você está no ápice, então eles te chamam para comer, por conta das horas em que trabalhou. Você está bem ali, pronto para continuar. E, de repente, tem que comer um prato de macarrão, para depois voltar, exausto após a refeição. O ápice está de volta, você assiste enquanto as pessoas exploram isso. Eu tentei captar de tudo, e ainda tento, na verdade. Agora não são apenas os atores mais velhos, mas também os mais novos que você admira, todos estão trabalhando e continuando a captar tudo isso.

TRACY SMITH: Você mencionou que aprendeu a se comportar. Você tem a fama de ser um dos atores mais legais da indústria.

EDDIE REDMAYNE: Eu odeio essa palavra.

TRACY SMITH: “Legal”.

EDDIE REDMAYNE: Legal é tão entediante, mas ainda prefiro “legal” a “repovável”!

TRACY SMITH: Você tem o objetivo de ser legal, agradável? Isso é importante para você?

EDDIE REDMAYNE: O importante, para mim, é dar o meu melhor em frente às câmeras. A câmera está a centímetros de você, captando todo o micro movimento de cada músculo do seu olho. Se você não estiver relaxado, a câmera percebe isso. Ainda assim, o processo de filmagem não é nem um pouco relaxante. Tem toda essa plateia, de umas vinte pessoas, em um ambiente artificial e você precisa focar nessa pessoa que está a sua frente. Para que eu consiga relaxar, preciso conseguir conhecer todas as pessoas com quem estou trabalhado. Porque se eu sentir, pelo canto do olho, que essa pessoa pensa que eu sou um idiota, acabo captando isso. No entanto, é o meu ambiente de trabalho, o lugar que eu quero passar a minha vida. E os set de filmagens são ambientes muito familiares – vocês se transformam nessas pequenas famílias. Também me lembro de, em Sete Dias com Marily, trabalhar com Judi Dench, que interpretava Dame Sybil Throndike e era reconhecida por ser uma mulher simpática e maravilhosa. Sempre que ela estava no set de gravações, as pessoas se comportavam bem, não tinha como não se comportar em frente de Dame Sybil. E com a Judi era exatamente o mesmo. Ninguém pensava em se comportar mal, porque ela era tão gloriosa. Eu acho que acabamos tentando nos equiparar a essas pessoas que gostamos e nos sentimos bem. Apesar de ser tão icônica e brilhante, não me senti intimidado por Judi, porque ela faz com que você se sinta seguro e relaxado. Então, eu tento fazer um pouco disso.

TRACY SMITH: E, claramente, apesar de não gostar da palavra legal, parece ser adequada para você.

EDDIE REDMAYNE: Obrigado.

TRACY SMITH: Então, você estava falando sobre lutar muito por papeis. Como foi para conseguir o papel em A Teoria de Tudo?

EDDIE REDMAYNE: A Teoria de Tudo foi muito interessante. Foi após Os Miseráveis, um filme que teve sucesso. Acho que, de alguma forma, me tornei mais rentável, o que foi efêmero. No entanto, eu lembro que, enquanto lia o roteiro, pensei “Uau! Isso é muito brilhante.” Fiquei, instintivamente, movido por isso. Ainda me recordo de todo o processo, no qual conversei com diretor, James Marsh e nos conectamos com as experiências difíceis nos set de filmagens. Ele disse, “Ed, eu faço filmes, porque quero me divertir.” Ele estava tentando entender se eu era uma pessoa difícil, porque ele já tinha trabalhado com pessoas assim. Ficou bem claro que esse papel já havia sido oferecido a outras pessoas que recusaram. Então, eu lutei muito por ele. No entanto, o interessante foi que James não fez um teste. Ele me ofereceu o papel através das nossas conversas e discussões sobre o personagem. Apesar de não ter feito um teste de elenco (fiquei tão animado por isso), fizemos audições com Felicity Jones, que interpretou Jane. Então, se você for tão neurótico quanto eu e se tiver feito o teste, os produtores e as pessoas envolvidas no processo já vão tem uma noção do que você vai fazer. No teste de Felicity, foi a primeira vez que interpretei Stephen. Eu me recordo de que James disse, “Eddie, esse não é um teste para você. Deixa eu apenas frisar isso, você não está sendo testado.” Ele disse isso tantas vezes que acabei pensando, “Eu, claramente, estou sendo testado.” (risos) Eu tive amigos que foram demitidos depois de conseguirem o papel, eu prefiro me consolidar, para que as pessoas consigam ver antes de fazer a sua escolha.

TRACY SMITH: Você é neurótico!

EDDIE REDMAYNE: Definitivamente, eu tenho os meus momentos. Sim! (risos)

TRACY SMITH:  Como é o seu sotaque americano?

EDDIE REDMAYNE: Eu tenho a ajuda de um homem brilhante chamado Michael Buster, ele é um incrível treinador de dialetos. Então, eu já usei um grande acervo de sotaques, O Lenço Amarelo foi um filme que fiz com Kristen Stewart e em Fuga para Las Vegas, no qual eu interpretei um texano pedófilo viciado em metanfetamina, esse foi um momento bonito (risos).  Além disso, em Red, a peça que fiz na Brodway, interpretei um novaiorquino. Eu acho muito libertador o uso de sotaques, porque esse processo se torna parte da sua preparação. Com o Michael, por exemplo, eu conheço as técnicas fonéticas muito antes para que, então, no momento certo, eu esteja dominando o sotaque.

TRACY SMITH: “Os Miseráveis.” Você se vê como cantor?

EDDIE REDMAYNE: Na verdade, sim, eu amava quando mais novo. Foi pela música que eu comecei a atuar, então eu cantava muito. Tocava um pouco de piano, cantei na universidade, tive uma bolsa por meio do coral. Mas, então, surgiu o teatro, estava sem cantar há dez, doze anos quando fizemos o filme. Isso foi incrível, porque tive a oportunidade de trabalhar com ótimos professores de canto. Foi muita exposição, cantar ao vivo. Foi gravado ao vivo, tínhamos apenas um pequeno ponto eletrônico com o som suave do piano, se houvesse outro barulho, tipo o som de alguma máquina, não conseguiríamos ouvir. E, algumas vezes, se cantássemos muito alto, não conseguíamos ouvir o que estava sendo tocado pelo fone de ouvido. Foram circunstâncias muito, muito estranhas e que exigiam muito, mas o diretor, Tom Hooper, decidiu que essa era melhor e mais urgente forma de se obter mais qualidade no canto. Foi bem natural, realmente gostei. Foi um desafio e tanto. Mas, se eu me vejo como cantor? Não, eu amo cantar, mas soa um pouco como Caco, o Sapo. (risos)

TRACY SMITH: Não, não parece.

EDDIE REDMAYNE: Sim, parece. Vou te contar quando fiquei mais nervoso, em Os Miseráveis era ao vivo, mas foi filmado, então se estragássemos um cena, poderíamos fazer novamente. Mas, então, quando cantamos One More Day no Oscar ao vivo, tínhamos apenas uma chance. É uma coisa cantar em frente a sua equipe e outra, completamente diferente, cantar ao vivo no Oscar. Eu me lembro que tinha esse lugar, em que todos entrávamos no palco. Desejamos boa sorte um ao outro e Hugh entrou no palco. Foi como se estivéssemos caminhando em direção a nossa morte! Logo antes de entrar para cantar o dueto com a Amanda Seyfried, um cara falou no meu ponto eletrônico, “Bilhões de pessoas estarão assistindo.” Ai, Deus! Então, sim. Essa memória é meio que uma lacuna em branco, (risos) mas foi muito mais estressante do que A Teoria de Tudo. No Oscar do ano de A Teoria de Tudo todos me diziam, “Deve ser estressante estar no Oscar desse ano.” E eu pensava, “Nada se compara a cantar ao vivo no Oscar!”

TRACY SMITH: Como foi o processo para A Teoria de Tudo, tendo que mostrar a deterioração da ELA? Como fez isso?

EDDIE REDMAYNE: O interessante é que, na atuação, ninguém te diz como o processo deve ser. Eu fiz um processo bem tradicional, quando consegui o papel eu sabia que precisaria de ajuda. Então, eu trabalhei com uma incrível dançarina, treinadora de movimento, chamada Alexandra Reynolds, e uma treinadora vocal, Julia Wilson-Dickson, passamos semanas indo à uma clínica de ELA, em Londres, nos encontramos com médicos, com pessoas que viviam com aquela doença, a família dessas pessoas, conversamos com Jane Hawking, com Stephen e os filhos deles. O interessante foi que, enquanto tentava trabalhar com deterioração específica de Stephen, observando as fotografias e coisas antigas, tinha um vídeo no YouTube de quando ele experimentou a gravidade zero. Você o vê voando pelo ar, sem a sua cadeira de rodas e, então, percebe que existe uma perda de neurônio superior e inferior, um proporciona a rigidez e o outro quase que uma fluidez relaxada. Tinha um lado técnico, mas, na verdade, era sobre a história de amor. Eu li livros sobre a história deles, conversei com Felicity Jones.

TRACY SMITH: O romance deve ter vindo mais naturalmente do que perder a sua habilidade. Tudo tem um propósito. Deve ter sido bem desafiador.

EDDIE REDMAYNE: Foi uma honra ter a oportunidade de contar a história de Stephen através de um filme, porque a câmera capta tudo. Se você conversar com Stephen e observar o seu rosto, dá para perceber que ele tem pouco movimento, mas continua com o rosto mais expressivo que se pode imaginar. E, estranhamente, câmeras – quando você vê o Stephen em programas de televisão – continuam a captar o seu brilhantismo, humor e sabedoria. Está tudo ali. Exposto. A câmera capta tudo. Então, para mim, foi muito mais fácil, por conta de ser um filme.

TRACY SMITH: Deve ser um pouco assustado interpretar uma pessoa real.

EDDIE REDMAYNE: Sim. Sim. Sim, apenas porque você sabe que ele vai assistir ao filme e vai tirar a sua própria conclusão. Você sabe que Stephen irá assistir, bem como Jonathan – o marido de Jane, e os filhos, todos se tornaram parte do nosso mundo e foram muito generosos conosco. Então, sim, existiu um pouco de medo (risos).

TRACY SMITH: No entanto, o que Stephen achou?

EDDIE REDMAYNE: Eu nunca me esquecerei de tê-lo visto logo antes da estreia do filme. Já estava me preparando para A Garota Dinamarquesa, desci as escadas e ele estava lá, “Stephen, estou tão animado para você assistir. Depois me diga o que achou.” Ele levou um tempo, porque ele usa aquele músculo do olho agora. Durante uma conversa, leva um tempo até ele responder. Na sua icônica voz, ele disse, “Contarei o que achei, bom ou não.” (risos) E eu disse, “Obrigado, Stephen. Se não gostar, apenas diga ‘Ou não’ (risos), não preciso dos detalhes.” Mas não, ele foi tão gentil. Acho que ele foi muito generoso, claro que é um filme sobre a vida deles e qualquer adaptação da vida de alguém nunca pode ser real. Nunca é um documentário. É uma interpretação disso. Mas, tanto ele quanto Jane, Jonathan e a família, foram muito gentis e nos apoiaram muito.

TRACY SMITH: Stepehn até mesmo disso que chegou um momento do filme em que se sentiu assistindo a si mesmo, esqueceu-se de que não era ele.

EDDIE REDMAYNE: Esse foi um dos melhores momentos da minha vida. Posso até ter gravado isso e tocar quando estiver me sentindo triste.

TRACY SMITH: No processo de filmagem do filme, você tinha noção de que esse seria um divisor de águas, na sua carreira, que concorreria a prêmios, que essa performance seria tão importante?

EDDIE REDMAYNE: Nunca me esquecerei do momento em que anunciaram que eu interpretaria esse papel. Tem um site sobre a indústria de filmes chamado deadline.com. Um publicitário anunciou que eu tinha conseguido o papel. Um artigo que dizia, “Esse é o tipo de papel que Daniel Day Lewis ganharia um Oscar,” e, basicamente, ficou implícito que esse seria um papel digno de Oscar. E eu entendo, porque, claro, tem toda essa transformação física e a história dos papeis que ganharam o Oscar. No entanto, isso apenas deixa as expectativas lá em cima e, naquele momento, eu não achei muito proveitoso, porque você apenas está tentando contar uma história, talvez faça você pensar, “Certo, as expectativas estão lá em cima, então, não se atreva a estragar tudo.” Mas, na verdade, naquele momento, no meio de tudo, você se foca. Felicity e eu nos conhecemos há muito tempo e eu acho que nós dois (juntamente com James Marsh e Charlie Cox, que interpretou Jonathan) nos unimos. Fomos um grupo, foi bem íntimo. No entanto, eu achei que seria algo muito interessante ou um pesadelo. Nunca me esquecerei do primeiro dia de filmagens, gravamos em Cambridge, antes do começo das aulas. Tínhamos que gravar as cenas exteriores nos dois primeiros dias, o que significa que logo no começo do dia eu interpretei Stephen, quando ele tinha 20 anos e ainda andava normalmente, na hora do almoço ele já estava com duas bengalas e, no final do dia, na cadeira de rodas. Ainda me lembro que, na noite anterior, não tinha conseguido dormir, estava nesse hotel em frente ao prédio de História e Arte, onde eu tinha estudado dez anos antes. Eu teria que sair dali às 04:35, só que 03:00 eu pensei, “Não consigo dormir, mas não posso começar um filme sem ter dormido. Será que devo tomar algum comprimido para dormir? Mas se eu tomar, estarei sonolento o dia inteiro.” Apenas me levantei, tomei banho para começar o dia bem, às 4h da manhã, a adrenalina agiu durante o dia. Estranhamente, tinha essa cena de colapso, no fim do dia. O fato de estar no limite deve ter ajudado a entrar no clima. Mas sim, é uma memória estranha. Lembro que quando fui trabalhar naquela manhã, recebi uma mensagem da minha mãe dizendo, “Não é incrível que depois de dez anos você tem a oportunidade de voltar à sua universidade e interpretar alguém tão extraordinário como Stephen.” A preparação levou alguns dias. Mas foi preciso uma mensagem da minha mãe para que eu pudesse colocar a cabeça no lugar e me focar, ver o romance que tinha naquela situação. Foi um momento muito especial.

TRACY SMITH: Eu não tinha ideia que, em dois dias, você teve que interpretar o Stephen do começo e o Stephen –

EDDIE REDMAYNE: Sim, porque tínhamos que usar todo o plano de fundo de Cambridge em dois dias. Eu gosto de falar isso com outros atores, porque os filmes raramente são filmados cronologicamente. Você prefere começar com algo fácil ou quer se aprofundar logo e fazer algo por inteiro? Porque é uma coisa estranha, você preparou esse personagem no vazio. Você, literalmente, fez tudo sozinho. Então, você tem uma ou duas semanas de ensaios com o diretor e os outros atores para, então, começar em alguma pequena cena em que quase nada acontece. Você fez toda a preparação, mas ainda está tão limitado a isso (risos). Geralmente, essa é a primeira coisa que o diretor verá. Então, se você fizer algo sem graça, ele vai pensar “Nossa, será que o personagem é só isso? Ele não está fazendo nada.” Você realmente tem que acreditar nas suas próprias convicções.

TRACY SMITH: E você acredita?

EDDIE REDMAYNE: Geralmente, sim. Apesar de tentar fazer o que eu me preparei. No entanto, quando o diretor ou outro ator te dá algo totalmente diferente ou você aparece no set de gravações e nada é como você imaginou, é interessante porque você tem que trabalhar com o que está ali. No entanto, cada vez mais – certamente em coisas como Animais Fantásticos – eu tinha essa noção de que não era tão bom com a tela verde. Não tenho a melhor das imaginações, então eu perguntei à David Yates antes de começar, “Será que eu posso ver como as feras vão ser? Posso conversar com o cara dos efeitos especiais? Posso ver como será o set de gravações?” Isso começou com A Teoria de Tudo. Tinha uma cena, em que a doença, ELA, começou a agir. Eu estava caminhando entre o set de gravações, o quarto de Stephen era em cima e eu pensei, “Espera aí, não. Ele não é capaz de subir e, se queremos ser autênticos, não podemos fazer isso. Vamos trazer o quarto dele para o térreo.” A casa dele tem que acomodar a sua doença, tem que estar um passo a frente. Foi assim com coisas pequenas também, a cadeira de rodas tinha que contornar os lugares. Eu não queria acordar um dia e ser pego de surpresa. Então, agora, eu costumo pedir para estar envolvido no processo de criação das coisas, ter uma imagem clara do set de gravações, na minha mente, possibilita que eu pense em tudo antes de acontecer.

TRACY SMITH: Então, podemos dizer que tem um toque seu em tudo?

EDDIE REDMAYNE: Sim, (risos). Eu não sou um neurótico por controle, mas, para mim, é importante ter o máximo de informações possível. No ensaio, você pode tentar de tudo. Enquanto que, durante as filmagens do filme, o tempo é limitado. Na verdade, você acaba indo com a primeira opção que não é, necessariamente, a melhor. Instintos podem ser incríveis e, geralmente, são os melhores momentos e os mais verdadeiros. Eu também acredito que, em alguns momentos, você pensa, “Não, não, não. Estamos trabalhando nisso por uma hora. Vamos tentar algo completamente diferente.” Geralmente, você não tem essa oportunidade nos filmes, a menos que você tenha o privilégio de ter um tempo de preparação.

TRACY SMITH: Preparação para, então, ser capaz de ser espontâneo?

EDDIE REDMAYNE: Exatamente. Muito bem. É isso que eu almejo. Obrigada por articular todo o meu processo em apenas uma frase (risos).

TRACY SMITH: A Garota Dinamarquesa foi um papel transformador, em que você se transformou. Isso é algo que você procura?

EDDIE REDMAYNE: Isso que é o interessante em A Garota Dinamarquesa. Eu sei que parece ter sido dessa forma, porque foi logo depois de A Teoria de Tudo, teve uma proximidade entre esses dois filmes. No entanto, não foi bem assim, porque me ofereceram o papel em A Garota Dinamarquesa antes de Os Miseráveis, em 2011, pelo Tom Hooper, o diretor. Eu li o roteiro, fiquei muito tocado pela história e disse, “Sim, gostaria de fazer parte disso.” Mas eu não era rentável, então o filme não poderia ter alguém como eu no papel.

TRACY SMITH: Mais uma vez você não é rentável.

EDDIE REDMAYNE: Sim, exatamente. Foi interessante, porque somente após A Teoria de Tudo que o filme recebeu o sinal verde. Isso aconteceu depois, acho que as pessoas pensaram, “Ah, olha, ele é especialista em transformação.” Apesar de não ser. Isso que é interessante em atores: você acha que todos têm opções e fazem escolhas em suas carreiras. Apesar de parecer ser um padrão ou uma escolha, foi apenas um instinto ao roteiro. E eu disse, “Sim.” No entanto, eu nunca achei que o filme iria ser feito, ele começou apenas depois de A Teoria de Tudo. Foi interessante, porque essas duas coisas coincidiram. Eu estava fazendo A Garota Dinamarquesa, estava muito envolvido. Então, semana após semana, eu fui para os Estados Unidos promover A Teoria de Tudo. A mesma coisa aconteceu com Animais Fantásticos, eu estava interpretando esse mágico magizoologista. Então, na sexta à noite, eu entrei em um avião com a minha esposa, Hannah, para ir à Los Angeles, porque precisava promover A Garota Dinamarquesa. Foi muito interessante vivenciar esses dois lados. Eu acho que essa temporada de prêmios parece muito manipuladora de fora, até mesmo demais. No entanto, é também a forma com que filmes de baixo orçamento conseguem se manter. Para obter um retorno lucrativo, eles precisam começar pelos cinemas em que os festivais acontecem, no final do outono, até o Oscar. Porque eles não têm dinheiro o suficiente para gastar com publicidade. Então, essas milhares de premiações são uma forma de promovê-los e mantê-los nos cinemas. Esses filmes precisam de muito dinheiro para serem feitos, mas não tem um público inicial, eles precisam disso. Essa é o grande cinismo dessa temporada de premiações, o que eu entendo completamente. No entanto, para filmes que não são grandes produções ou não tem uma capacidade de retorno imediata, é um modelo de autossustentabilidade, eu acho.

TRACY SMITH: Claro, eles precisam disso.

EDDIE REDMAYNE: Mas ter que ir, semana a semana, para Los Angeles, porque você quer promover o filme que se esforçou tanto para fazer, sabe? É muito interessante perpassar por tudo isso, esse mundo de bruxos até a história de Lilian Gerda.

TRACY SMITH: Deve ter sido estranho..

EDDIE REDMAYNE: Sim, foi estranho.

TRACY SMITH: E é claro que os prêmios importam. Mas qual a importância que você coloca nisso?

EDDIE REDMAYNE: Foi… (suspira) Eu meio que entrei no mundo da atuação por meio do teatro. Eu nunca almejei isso – eu amo atuar em peças e eu amei a ideia de conseguir um trabalho com que você se importa tanto. Estava muito animado para começar a fazer peças e coisas assim, até o ponto em que isso se tornou uma opção viável. Eu não tinha nenhuma noção sobre o mundo cinematográfico e tem sido um grande aprendizado. Essas premiações, como o Oscar e o Tony, eram coisas que eu apenas tinha ouvido falar, algumas vezes, quando criança. No entanto, nunca foi o meu sonho. Foi muito além das minhas expectativas. A Teoria de Tudo, A Garota Dinamarquesa e até mesmo cantar Os Miseráveis naquela noite foi simplesmente incrível. Você tem a oportunidade conhecer pessoas, atores que você admira, pessoas que – é louco! E tão estranho, mas incrível. Eu disse à Hannah, “Eu vou tentar guardar o máximo que eu puder na minha mente.” Porque é absurdamente sensorial, demais. No entanto, quando você olha para trás, é realmente maravilhoso.

TRACY SMITH: Você se lembra o que passava na sua cabeça na noite de A Teoria de Tudo? Você chegou a pensar, “Vou ganhar isso”?

EDDIE REDMAYNE: Não. Não, não, não. Eu achei que Michael Keaton iria ganhar pelo papel em Birdman, porque eu amo aquele filme, achei que ele foi extraordinário. Além disso, eu sou pessimista (risos).

TRACY SMITH: Então, você, honestamente, não conseguiria pensar, “Eu tenho uma chance”?

EDDIE REDMAYNE: Não, mas isso é apenas algo que eu faço, o que, provavelmente, é pessimista, até mesmo com os testes de elenco. Uma noite, antes de uma audição, eu pensei “Se eu conseguisse isso, imagina o que…” até cair no sono. Então, no outro dia eu não consegui o papel, fiquei bem chateado. Então, eu meio coloquei isso na minha cabeça, nunca vou me permitir imaginar a possibilidade do sonho, porque, assim, não fico decepcionado. Pode até parecer ingênuo, porque, é claro, você vai a todas essas premiações e fica animado com os eventos. Tem uma direção que você aspira, mas eu nunca me permito imaginar. No entanto, é um pouco engraçado, porque eu não sei se você consegue imaginar, é absurdo, o momento em que seu nome é chamado. Depois de ouvir o meu nome, eu deixei Hannah e fui ao palco e, bem ali na minha frente, estava Cate Blanchett, uma atriz brilhante, todo esse momento, toda a adrenalina nas suas veias, você não consegue entender direito. Não tenho nenhuma memória do que fiz ou disse. Depois disso, sem conversar com a minha esposa, eu estou em uma sala cheia de jornalistas e, pelo resto da noite, não tenho nenhum momento para mim mesmo. Parecia que estava em um circo, não tive nenhuma intimidade até umas 05:00 da manhã, quando eu voltei ao meu hotel com Hannah e com quatro ou cinco amigos. O sol estava nascendo. Nunca vou me esquecer disso. Aquela rua, a Sunset Boulevard, foi tão icônica durante os anos em que fiz uma audição atrás da outra. Por um momento, tudo fez sentido. Foi maravilhoso.

TRACY SMITH: Você se lembra de se virar para eles e dizer –

EDDIE REDMAYNE: Não. Na verdade, não (risos). Eu acho que continuei olhando para aquela cosia, incrivelmente pesada, brilhante e reluzente, não parecia ser real. Está no meu apartamento em Londres, ainda muito brilhante e muito falsa!

TRACY SMITH: A estatueta do Oscar parece falsa?

EDDIE REDMAYNE: Sim.

TRACY SMITH: Então, eu ia perguntar se você foi ao Oscar desse ano achando que iria ganhar novamente. Mas, com essa postura, acredito que não.

EDDIE REDMAYNE: Não (risos). Você vê todos esses filmes, tudo o que os outros nomeados fizeram. Eu assisti O Regresso. Eu nunca vou me esquecer da audição que fiz anos atrás para O Bom Pastor. Eu me encontrei com a diretora de elenco, Amanda Mackey, nós conversamos e ela disse, “Eu quero que você volte essa tarde e conheça Bob.” Eu perguntei, “Quem?” Ela disse, “Bob De Niro. Eu quero que –.” E eu fiquei em choque, “Você está brincando comigo, né?” De tarde eu voltei e lá estava Robert De Niro. Quando eu vi a porta, onde estava Bob De Niro, Amanda e outra pessoa. Perguntei à assistente, “Quem está lá dentro?” Ele disse, “Bob, Amanda e Leo.” Perguntei, “Quem?”  Ele me respondeu, “Leonardo DiCaprio. Você vai fazer a audição com Leonardo DiCaprio.” Na hora eu até pensei, “Claro que isso iria acontecer.” (risos) Porque, originalmente, Leonardo DiCaprio iria interpretar o papel de Matt Damon. Eu estava prestes a fazer essa cena impactante com Leonardo DiCaprio e Robert De Niro iria assistir. Foi meio que uma experiência fora do corpo, em que eu pensei “Eu apenas fiz um filme. (risos) Isso é absurdo.” Ele foi incrível, muito gentil no encontro. Não tinha o visto por muito tempo, até estarmos concorrendo juntos no Oscar. Ele foi fenomenal em O Regresso, interpretando esse personagem que não diz quase nada, e passa por muitos extremos para continuar vivo. Se você começar de baixo e piorar (risos), onde você precisa ir como ator? Então a resposta é não, eu não fui ao Oscar achando que tinha alguma chance (risos), mas estava torcendo para que Alicia ganhasse, fiquei tão feliz que ela ganhou. Essa foi uma resposta muito longa.

TRACY SMITH: Eu preciso perguntar, você mencionou a sua esposa e a sua filha. Como está sendo a paternidade?

EDDIE REDMAYNE: A paternidade é incrível. Ela é incrível. Tem sido maravilhoso, porque, como ator, já está incutido em você, desde que começa a trabalhar, que você nunca vai trabalhar novamente e, basicamente, se você conseguir um papel, não pode deixar escapar. Mas, depois de terminar as gravações de Animais Fantásticos, pela primeira vez a minha a minha vida teve uma folga e coincidiu com o nascimento de Iris. Então, Hannah e eu fomos ao Japão, depois Paris. E Iris nasceu. Tem sido incrível. Sem noites de sono, mas incrível (risos).

TRACY SMITH: Você acha que isso te mudou?

EDDIE REDMAYNE: Você muda em todos os aspectos clichês possíveis – seu coração se abre de formas diferentes e aquela mistura de fascinação e admiração por ter criado algo diferente, mas existe também a alegria das pequenas coisas. Eu me lembro de ficar impressionado – as mãos de bebês são tão formidáveis. Completamente formadas. Lembro-me de ficar olhando às mão dela, é como se fosse um espetáculo. Ela é maravilhosa. E somo muito sortudos.

TRACY SMITH: Isso faz com que seja mais difícil se afastar?

EDDIE REDMAYNE: Sim, mas, felizmente, eu estou há cinco minutos de casa (risos). Mas também muda a sua capacidade de – eu acho que tem algo em mim que é complacente, espero que continue assim. No entanto, agora que estou tentando criar um senso de estabilidade para Iris, eu acho que exige mais que as pessoas venham até mim do que eu vá até elas.

TRACY SMITH:  Você troca fraldas?

EDDIE REDMAYNE: Fraldas, sim. Não é extraordinário, é aterrorizante. Tenho que dizer isso. Mas é incrível, sabe, como bebês – ai, meu Deus, eu vou dizer… Fazem cocô.

TRACY SMITH: Sim.

EDDIE REDMAYNE: O cheiro é tão incrível (risos), é uma coisa um pouco estranha. Quando eles nascem, você está pronto para coisas tóxicas. No começo tem um cheiro quase doce. Iris, agora, está na fase – esse começo meio que te engana. E agora estamos indo em direção a outra…

TRACY SMITH: Realmente, muda.

EDDIE REDMAYNE: Espero que isso seja o que todos queriam escutar (risos).

TRACY SMITH: Então, parece que você está envolvido na paternidade?

EDDIE REDMAYNE: Somos apenas eu e a minha esposa. Quando não estou trabalhando somos só nós dois.

TRACY SMITH: Você não mostra a sua estatueta do Oscar e diz, “Poxa, vamos lá, eu não deveria estar trocando fraldas, eu sou um vencedor do Oscar”?

EDDIE REDMAYNE: Não. Para ser honesto, Hannah faz a maior parte.

TRACY SMITH: Todas fazemos. Acredita em mim (risos). Então, além da paternidade, que é uma das coisas que muitas pessoas almejam, existe algo que ainda não conquistou? Você já conquistou tanto: Tony, Oscar. Agora está em outro grade sucesso. O que falta?

EDDIE REDMAYNE: Quando você coloca tudo assim, bem direto, são coisas incríveis (risos).

TRACY SMITH: Eu não quis dizer que –

EDDIE REDMAYNE: Não, não, não. É interessante, porque todas essas coisas maravilhosas que conquistei, elas representam alguma coisa. Mas o motivo de estar aqui, é para interpretar esses personagens incríveis, diferentes de mim e, ao mesmo tempo, tão próximos, continuar me desafiando. Então, talvez essas coisas façam parte de uma lista incrível, mas não sacia o meu apetite para contar histórias, eu acho.

TRACY SMITH: Você ainda tem esse tipo de apetite?

EDDIE REDMAYNE: Ainda tenho esse tipo de apetite. Sim.

TRACY SMITH: Eu sempre pergunto aos atores, “Você lê as críticas?” e eles sempre respondem, “Absolutamente não! Eu as considero muito tóxicas, não toco nelas.” Mas eu vi que mais cedo você se desviou do seu caminho para ler uma crítica?

EDDIE REDMAYNE: Ah, sim. Eu leio críticas. Nunca são de grande ajuda.

TRACY SMITH:  No entanto, faz isso mesmo assim?

EDDIE REDMAYNE: É como um vício, eu tentei parar, mas não –

TRACY SMITH: Fizemos uma matéria sobre críticas e sobre o porquê as pessoas procuram aquela que – você sabe, podem existir milhões de críticas boas, mas as pessoas somente se importam com aquela que disse algo de negativo.

EDDIE REDMAYNE: É extraordinário. Absolutamente. Sim, sim.

TRACY SMITH: Por que você acha que tem essa compulsão em lê-las?

EDDIE REDMAYNE: Eu acho que é algo humano.

TRACY SMITH: Acabamos de fazer uma história sobre o Hugh Grant e Florence Foster Jenkins. Ela não tem ideia de que é essa cantora horrível, recebendo todas essas críticas terríveis. E ele tenta comprar todos os jornais da vizinhança para impedir que ela veja isso. No entanto, ela acaba descobrindo. Isso faz com que você pense – é claro que ele está tentando protegê-la, mas, ao mesmo tempo, será que ele a está prejudicando? Porque as pessoas estão rindo pelas costas dela, sabe? E aquela pobre mulher, quando descobre, fica devastada.

EDDIE REDMAYNE: Totalmente. Totalmente. Eu me lembro de que quando eu estava fazendo uma peça e um diretor, que me conhece muito bem, me enviou um e-mail, na manhã seguinte da primeira noite do espetáculo, dizendo, “Eu sei que deve ter lido apenas essa crítica antes de dormir. Mas deixe-me te enviar essas críticas que saíram hoje pela manhã.” Porque eu tinha ido dormir chateado pensando que tinha sido um desastre. Então, quando acordei na outra manhã, esse lindo e-mail que dizia “Eu amei –.” Ufa! Sabe? Essa é uma coisa similar.

(Fonte)

Eddie Redmayne tem trabalhado bastante nos últimos dois anos: ganhou um Oscar pelo filme A Teoria do Tudo, uma nomeação por A Garota Dinamarquesa e o começo da franquia em Animais Fantásticos e Onde Habitam. Depois de tudo isso, ele fez uma pausa. E o momento não poderia ter sido melhor.

Jess Cagle perguntou à Eddie, durante The Jess Cagle Interview, se a paternidade mudou a sua forma de trabalhar. “Qual seria a resposta para essa pergunta? Ainda não trabalhei desde o nascimento de Iris, então não sei dizer,” Redmayne conta à Cagle, notando que essa é a primeira vez que ele se afastou da sua filha pequena. Antes do nascimento, a agenda de trabalho de Redmayne estava à mil.

“Chegou a um ponto que todos os finais de semana eu saía de Londres para promover os filmes, e eu e Hannah ficamos um pouco tristes com isso,” ele diz. “Não triste, eu amo fazer isso, mas é cansativo e, pela primeira vez após o filme Animais Fantásticos, eu decidi tirar uma folga e tem sido incrível.”

Ele continua: “Eu amo essa folga. É incrível e tem sido ótimo, porque eu consegui passar esses quatro meses e meio, cinco meses com Iris, e eu sei que sou privilegiado por isso, porque converso com vários amigos que têm filhos e eles voltam ao trabalho dois ou três dias depois.”

Cagle menciona que, devido ao planejamento de cinco filmes de Animais Fantásticos, Iris vai crescer em um set de gravações fantástico. Apesar de Redmayne ainda não ter vivido isso com a sua filha, ele presenciou esse feito em algumas crianças que visitaram o set de gravações.

“Uma das coisas que eu amei nesse filme foi — eu não sei se você notou, o polidor de varinha? Tem esse momento, em que eles estão no Congresso de Magia dos Estados Unidos e, ao invés dos tradicionais polidores de sapatos, tem essa máquina autofuncional com uma echarpe de penas e um elfo trabalhando nele, lembro-me que as crianças ficaram encantadas,” ele disse. “Tem tantas coisas incríveis que eles construíram sem muita tecnologia. Lá é mágico. Então, eu espero que ela se divirta.”

(Fonte)

“É um momento interessante de mudança para os dois lados do Atlântico”, Eddie Redmayne falou ao The Hollywood Reporter em referência ao resultado do Brexit e das eleições presidenciais americanas.

“Mas o que eu acho mais interessante sobre esse script é a mistura de obscuridade, comédia e grande coração. Eu achei incrivelmente inspirador. É um escamismo da melhor maneira possível.”

Quando Eddie foi perguntado sobre qual feitiço ele lançaria em Donald Trump, ele deixou uma resposta reflexiva a Trump e aos americanos:

“Eu acho que eu lançaria um dos feitiços atordoares — se você está atordoado por um momento, você tem tempo para refletir”, ele disse. “Porque eu acho que é o que o mundo precisa, e tem sido uma campanha tão frenética, tão suja, e eu penso que certamente a noção dos políticos como pessoas nobres que nós e nossos filhos podemos olhar e admirar têm sido complicada.”

“E eu sei que isso é a política, mas o que aconteceu é que se tornou algo tão sujo, que as eleições aconteceram e tivemos um momento de democracia, e o tempo precisa ser trabalhado para saber o que acontece agora”, ele continuou.

(Fonte & Fonte)

Durante a divulgação de Animais Fantásticos e Onde Habitam no EW PopFest, Eddie Redmayne falou sobre como aprendeu a manejar sua varinha. Ele também revelou que se inspirou em Radcliffe, Grint e Watson para fazer seus movimentos com a mesma.

Eles dizem que a varinha escolhe o bruxo, mas é outra coisa saber como manejá-la. Quando foi a vez de Eddie Redmayne lançar feitiços como o protagonista de Animais Fantásticos e Onde Habitam, Newt Scamander, ele se voltou para um trio de ouro que tem muita experiência.

Durante a aparição no domingo no EW PopFest, em Los Angeles, Redmayne e a co-estrela Katherine Waterston conversaram sobre qual conselho eles dariam a si mesmos, agora, se eles voltassem ao primeiro dia de ensaio com a varinha.

Eu acho que provavelmente relaxar,” Redmayne disse a Marc Snetiker da EW. “Eu não percebi, mas inconscientemente foi algo como 33 anos rufando os tambores para aquele momento – e então, eu estava extremamente nervoso quando peguei a varinha… Eu diria para eu relaxar um pouco. Mas nós chegamos a relaxar bastante, fomos para essas sessões de como trabalhar com a varinha, todos nós, foi realmente muito divertido.

Ele acrescentou : “A outra coisa que eu diria para mim, seria fazer o que eu fiz uns dias depois da minha catástrofe do primeiro dia, que foi assistir o que Dan [Radcliffe], Rupert [Grint] e Emma [Watson] faziam, e roubar seus melhores movimentos.

Você pode conferir o vídeo de Eddie falando sobre isso aqui.

(Fonte)